Os contratos com operadoras são a base da saúde financeira da clínica

Para clínicas e consultórios que atendem por planos de saúde, o contrato com as operadoras não é apenas um documento formal, é a base de toda a relação financeira do negócio.

É nele que estão definidos os valores a serem pagos, os prazos, as regras de auditoria, os critérios de glosa e até as condições para contestação de pagamentos recusados. Ainda assim, muitos gestores acabam assinando contratos sem uma análise aprofundada, o que pode gerar prejuízos ao longo do tempo.

Mais do que entender o contrato, é fundamental saber interpretá-lo estrategicamente e utilizá-lo como ferramenta de negociação.

Checklist: os pontos críticos que todo contrato deve ter

Antes de firmar ou renovar um contrato com uma operadora, o gestor precisa avaliar alguns pontos essenciais. Um checklist bem estruturado pode evitar dores de cabeça futuras.

Entre os principais itens que devem ser analisados estão:

Ter clareza sobre esses pontos permite que o gestor atue com mais segurança e evite surpresas financeiras.

Negociação de contratos: informação é poder

Negociar com operadoras pode parecer desafiador, mas clínicas que se preparam conseguem melhores condições.

O primeiro passo é ter dados concretos sobre o desempenho da própria clínica, como:

Além disso, utilizar tabelas de referência, como a CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), fortalece a argumentação na hora de negociar valores mais justos.

A negociação não deve ser baseada apenas em percepção, mas em números. Isso aumenta a credibilidade da clínica e melhora o poder de barganha.

Direitos e obrigações: o que diz a lei

A relação entre prestadores de serviço e operadoras é regulamentada por normas específicas. A Lei nº 13.003/2014, por exemplo, estabelece a obrigatoriedade de contratos escritos e claros entre as partes.

Além disso, as diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinam que esses contratos devem conter:

Essas exigências têm como objetivo garantir mais transparência e equilíbrio na relação entre clínicas e operadoras.

Prazos de pagamento e glosas: atenção redobrada

Entre todas as cláusulas contratuais, duas merecem atenção especial: os prazos de pagamento e as regras de glosa.

O contrato deve estabelecer de forma clara:

Outro ponto importante é a paridade entre os prazos. Ou seja, o tempo que a operadora tem para analisar e pagar deve ser equilibrado com o prazo que a clínica tem para contestar eventuais recusas.

Quando esses prazos não são bem definidos ou são desproporcionais, a clínica pode sair em desvantagem.

Contratos bem estruturados evitam perdas silenciosas

Muitas perdas financeiras em clínicas não acontecem por falta de atendimento, mas por contratos mal estruturados ou pouco analisados.

Valores defasados, regras rígidas de auditoria e prazos desfavoráveis podem reduzir significativamente a rentabilidade, mesmo com alto volume de pacientes.

Por isso, revisar contratos periodicamente é uma prática essencial para qualquer gestor que busca crescimento sustentável.

Como a Fature Mais apoia clínicas nessa jornada

A Fature Mais atua como parceira estratégica de clínicas e consultórios, auxiliando não apenas no faturamento, mas também na análise e negociação de contratos com operadoras.

Com experiência técnica e conhecimento das regras do setor, a empresa ajuda gestores a:

O objetivo é claro: garantir que a clínica não apenas atenda bem, mas também receba de forma justa, organizada e previsível.

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